Como resolver os problemas da vida como as pessoas altamente eficazes

Resolver pepinos é algo comum no dia a dia de todos nós, né? O pior é quando esses problemas, pequenos ou grandes, se tornam uma bola de neve se amontoando na nossa cabeça e minando nossa energia e produtividade. Uma das melhores maneiras de melhorar nossa consciência sobre o grau de proatividade que atingimos é perceber onde concentramos nosso tempo e nossa energia buscando como resolver os problemas. Todos temos um amplo espectro de preocupações – saúde, filhos, problemas profissionais, dívida externa, guerra nuclear. Podemos separá-las das coisas com as quais não temos um envolvimento mental ou emocional maior, criando um “Círculo de Preocupações”.

Círculo das Preocupações e Círculo da Influência

Conforme olhamos para o que se encontra dentro do nosso Círculo de Preocupações, fica claro que existem coisas sobre as quais não temos controle efetivo, e outras em que podemos interferir. Vamos então separar umas das outras, colocando as últimas dentro dos limites do Círculo de Influência, um pouco menor. Ao determinar em qual dos dois círculos concentramos a maior parte de nosso tempo e energia, podemos descobrir muito sobre nosso grau de proatividade.

 

FOCO PROATIVO (A energia positiva aumenta o Círculo de Influência)

As pessoas proativas concentram seus esforços no Círculo de Influência. Elas mexem com as coisas que podem modificar. A natureza de sua energia é positiva, engrandecedora e ampla, o que leva ao aumento do Círculo de Influência. As pessoas reativas, por outro lado, concentram os esforços no Círculo das Preocupações. Seu foco recai na fraqueza dos outros, nos problemas do meio, nas circunstâncias que fogem a seu controle. Este foco resulta em atitudes acusatórias e lamentações, linguagem reativa e postura de eterna vítima. A energia negativa gerada por esta postura somada à negligência com relação aos setores em que poderiam atuar provoca o encolhimento do Círculo de Influência.

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FOCO REATIVO (A energia negativa reduz o Círculo de Influência)

Enquanto trabalhamos no âmbito do nosso Círculo de Preocupações, permitimos que os elementos pertinentes a ele nos controlem. Não tomamos as iniciativas proativas necessárias para provocar mudanças positivas. Ao voltarmos a atenção para nós mesmos, em vez de ficarmos restritos às condições externas, somos capazes de modificar estas condições.

 

Controle Direto, Indireto e Inexistente

Os problemas que enfrentamos encaixam-se em uma das três categorias seguintes:

  • Controle direto (problemas que envolvem nosso próprio comportamento);
  • Controle indireto (problemas que envolvem o comportamento dos outros) e
  • Controle inexistente (problemas em que não podemos interferir, como nosso passado ou realidades situacionais).

A abordagem proativa representa o primeiro passo para a solução dos três tipos de problemas, no âmbito do nosso Círculo de Influência atual. Problemas que envolvem o Controle Direto são resolvidos quando trabalhamos em cima de nossos hábitos. Estes estão obviamente dentro de nosso Círculo de Influência.  Os problemas de Controle Indireto são resolvidos pela modificação de nossos métodos de influência, como interagimos com as pessoas.

Problemas de Controle Inexistente implicam assumir a responsabilidade de mudar nossa atitude em relação ao que não podemos modificar – aprender a sorrir, a aceitar de modo genuíno e pacífico estes problemas, aprender a conviver com eles, apesar de não gostarmos do fato. Desta forma, impedimos que estes problemas nos controlem. Agimos de acordo com a máxima contida na oração dos Alcoólicos Anônimos; “Senhor, dai-me a coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, a serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas, e a sabedoria para distinguir umas das outras”.

O primeiro passo para a solução de um problema, seja de controle direto, indireto ou inexistente, está ao nosso alcance. Modificar nossos hábitos, modificar nossos métodos de influência e modificar o modo como vemos os problemas de solução inexistente são metas contidas dentro de nosso Círculo de Influência.

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O “Ter” e o “Ser”

Uma das formas de se determinar em que círculo nossa preocupação se encontra é distinguir entre o ter e o ser:

O Círculo de Preocupações vive cheio de ter: “Ficarei feliz quando tiver acabado de pagar minha casa”. “Se eu pelo menos tivesse um chefe que não fosse tão ditador”. “Se eu tivesse um marido mais paciente…” “Se eu tivesse filhos obedientes”. “Se eu tivesse um diploma”. “Se eu tivesse mais tempo para mim”.

O Círculo de Influência está cheio de ser: Eu posso ser mais paciente, ser mais sábio, ser mais carinhoso. O foco dirige- se para o caráter.

Sempre que achamos que o problema está “lá fora”; este pensamento em si é o problema. Damos ao que está lá fora o poder de nos controlar. Como se a mudança de paradigma precisasse acontecer de “fora para dentro” – como se o que está lá fora precisasse mudar antes que nós possamos mudar.


Em certos momentos a atitude mais proativa que podemos tomar é ser feliz, simplesmente sorrir com sinceridade. A felicidade, como a infelicidade, é uma escolha proativa. Existem coisas, como o tempo, que nosso Círculo de Influência jamais conseguirá abranger. Mas, como pessoas proativas, podemos ser felizes e aceitar as coisas que não podemos controlar no momento, e concentrar esforços no que podemos mudar.

 

Fonte: livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

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