Fadiga de decisão: veja como vencê-la e ganhar produtividade

A geração passada testemunhou uma explosão de opções apresentadas aos consumidores. Em 1976, um supermercado médio tinha 9 mil produtos distintos; hoje esse número inflou para 40 mil, embora uma pessoa comum satisfaça de 80% a 85% de suas necessidades num universo de apenas 150 artigos. Isso significa que precisamos ignorar 39.850 artigos em estoque.Todo esse processo de ignorar e optar tem um custo. Os neurocientistas descobriram que a falta de produtividade e de motivação pode ser resultado da sobrecarga de escolhas (variedade, quantidade e frequência), que culmina em um estado de fadiga de decisão.

A Fadiga da Decisão é a diminuição na nossa capacidade de fazer escolhas por causa do cansaço causado por decisões anteriores. 

Fadiga de decisão e o cérebro

Nossos cérebros possuem, sim, a capacidade de processar a informação que recebemos, mas a um custo: podemos ter dificuldade em separar o trivial do importante, e processar toda essa informação cansa. Os neurônios são células vivas que possuem um metabolismo; precisam de oxigênio e glicose para sobreviver, e, quando muito exigidos, o resultado é que sentimos cansaço. Cada atualização de status que você lê no Facebook, cada tuíte ou mensagem de texto que recebe de um amigo compete no seu cérebro por recursos para lidar com coisas importantes, como resolver se vai investir sua poupança em ações ou títulos, descobrir onde deixou o passaporte ou qual a melhor maneira de se reconciliar com um grande amigo com o qual você acabou de ter um desentendimento.

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Embora a maioria de nós não tenha dificuldade em relativizar a importância das decisões, o cérebro não faz isso automaticamente. Você pode saber que é mais importante acompanhar os estudos do que escolher a caneta, mas a simples situação de lidar com tantas decisões triviais na vida cotidiana cria uma fadiga neuronal que não deixa nenhuma energia de sobra para as decisões importantes.

Pesquisas recentes mostraram que pessoas obrigadas a tomar uma série de decisões exatamente deste tipo — por exemplo, escrever com uma caneta de ponta de feltro ou esferográfica — demonstram uma piora no controle dos impulsos e um decréscimo do bom senso em relação a decisões subsequentes. É como se nosso cérebro fosse configurado para tomar um determinado número de decisões por dia, e, chegando a este limite, não pudéssemos decidir qualquer outra coisa, a despeito da sua importância.

Fadiga de decisão e a Era da Informação

Hoje nos defrontamos com uma quantidade inacreditável de informações, e cada um de nós gera mais informação do que nunca na história da humanidade. O ex-cientista da Boeing e articulista do New York Times Dennis Overbye comenta que esse fluxo de informação contém “cada vez mais informações sobre nossas vidas — onde fazemos compras e o que compramos, e, na verdade, onde nos encontramos neste exato instante —, a economia, os genomas de incontáveis organismos que nem sequer conseguimos nomear, galáxias cheias de incontáveis estrelas, engarrafamentos em Cingapura e o tempo em Marte”. E essas informações “jorram cada vez mais depressa em computadores cada vez mais potentes, chegando até as pontas dos dedos de todas as pessoas, que hoje dispõem de máquinas com poder de processamento maior do que o controle da Missão Apolo”.

Os cientistas da informação quantificaram tudo isso: em 2011, os americanos receberam cotidianamente cinco vezes mais informação do que em 1986 — o equivalente a 175 jornais. Durante nosso tempo ocioso, excluindo o trabalho, cada um de nós processa 34 gigabytes ou 100 mil palavras por dia. As 21.274 estações de TV do mundo produzem 85 mil horas de programação original diariamente, enquanto assistimos a uma média de cinco horas de televisão por dia, o equivalente a 20 gigabytes de imagens de áudio-vídeo. Isso sem contar o YouTube, que faz um upload de 6 mil horas de vídeo a cada hora.

Só a tentativa de manter organizados os nossos arquivos eletrônicos e de mídia pode ser agoniante. Cada um de nós possui o equivalente a mais de meio milhão de livros armazenado em nossos computadores, sem falar em toda a informação guardada em nossos celulares ou na fita magnética no verso de nossos cartões de crédito. Criamos um mundo que possui 300 exabytes (300 000 000 000 000 000 000 itens) de informação produzida pelo homem. Se cada um desses itens de informação fosse escrito em fichas 3 × 5, postas lado a lado, apenas a parte que cabe a uma pessoa — a sua parte dessa informação — cobriria cada centímetro quadrado de um país como a Suíça.

Como evitar a fadiga de decisão

1. Crie hábitos

Não é a toa que a grande maioria dos autores de livros sobre produtividade indicam a manutenção de hábitos. Eles criam uma rotina automática e, quando instalados, poupam energia, pois evitam a tomada de novas decisões. Se você tem dificuldade de manter hábitos, conheça o Wish Planner de Hábitos que possui um sistema específico para te ajudar.

2. Planeje a sua rotina

Defina seu objetivo e estabeleça prioridades. Além disso, organize suas atividades em blocos de tempo, realizando tarefas de mesma natureza, como pagar contas, de uma vez só. Assim você evita ser multitarefa, que dispersa ainda mais a sua energia. Nesse post tem um passo a passo para fazer o seu planejamento semanal de forma eficaz.

3. Simplifique as suas escolhas

Saber o que você quer limita suas opções e faz você focar no que realmente é importante. Por exemplo, o Wish Planner Anual oferece apenas 2 opções de capa pré-selecionadas, pois sabemos que apesar de ser interessante ter uma capa bonita (e elas são), o que irá impactar a sua vida é o conteúdo que disponibilizamos nele. Além disso, uma fase importante do Método AGORA, contido nele, é a de garimpo, que te ajudará a focar no que é importante.

4. Durma bem

Dormir bem é fundamental para manter o bom funcionamento do cérebro, os níveis de energia e organizar as informações absorvidas ao longo do dia.

5. Melhore sua tomada de decisão

Existem técnicas que ajudam você a criar um processo de decisão mais objetivo. Aqui nesse post sugerimos  7 modelos mentais para você ter decisões mais inteligentes .

 

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Fonte: Livro A mente organizada

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