Como gerenciar o valor do tempo e ser mais feliz

Pesquisas mostram que pessoas que priorizam o valor do tempo em vez do dinheiro tendem a ser mais felizes do que aquelas que priorizam o dinheiro sobre o tempo. Segundo Daniel J. Levitin, neurologista e autor do livro A Mente Organizada, uma das coisas que muitas pessoas de sucesso fazem para administrar seu tempo é calcular o valor subjetivo que o tempo tem para elas. Isso não é necessariamente o que ele vale no mercado, ou quanto vale em termos de trabalho/hora, embora isso tenha certa influência — mas sim o que elas sentem que seu tempo vale para elas.

Ao decidir, por exemplo, se você mesmo vai limpar os tapetes ou contratar alguém para fazê-lo, talvez você leve em consideração outra coisa que poderia estar fazendo com seu tempo. Se é raro ter um dia livre no fim de semana e você está realmente na expectativa de andar de bicicleta com amigos ou ir a uma festa, talvez decida que vale a pena pagar alguém para limpá-los. Ou se você é um consultor ou um advogado que ganha até trezentos dólares por hora, gastar cem dólares com um desses serviços prioritários para evitar a longa fila do aeroporto parece valer bastante a pena.

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Calcular o valor que seu tempo tem para você simplifica muito a tomada de decisão, porque você não precisa reavaliar cada situação individualmente. Apenas siga a regra: “Se eu puder gastar x para economizar uma hora de meu tempo, vale a pena”. É claro que, nesse caso, estamos presumindo que a atividade é algo que você não considera agradável. Se você gosta de limpar tapetes e de ficar em filas de aeroporto, então esse cálculo não funciona. Mas, para tarefas ou obrigações que lhe são indiferentes, ter uma tabela do valor do tempo é muito útil.

A regra a seguir tem relação com quanto vale seu tempo: não gaste mais do que vale a pena para tomar uma decisão. David Lavin, ex-campeão de xadrez e agora presidente da agência internacional de oradores que traz seu nome, pensa a coisa desta maneira: “Um colega certa vez reclamou: ‘Você tomou uma decisão sem conhecer todos os fatos!’. Ora, conhecer todos os fatos levaria uma hora, e a quantia em jogo nessa decisão só valia dez minutos do meu tempo”.

A gestão do tempo também exige a organização do futuro por meio de lembretes. Ou seja, um dos segredos de administrar o tempo no presente é antecipar as necessidades futuras, de modo que você não fique atrapalhado o tempo todo tentando se atualizar.

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Para que tudo isso funcione, é importante botar tudo no calendário, não apenas algumas coisas. A razão é simples: se você vê um ponto vazio no calendário, é razoável presumir que você ou qualquer um que olhe para ele imagine que aquele tempo está disponível. Não se pode usar o calendário parcialmente, mantendo alguns compromissos na cabeça — essa é a receita para compromissos duplos e perdidos. A melhor estratégia é anotar eventos, notas e lembretes no planner assim que eles surgem.

“Inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é o tempo de vida. Quando compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem um detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade.” José Mujica

Referência: livro A Mente Organizada, Daniel J. Levitin

 

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